Existe um preceito básico que deve ser observado pelos advogados que atuam no tribunal do júri. Nunca faça uma pergunta para uma testemunha se não souber exatamente qual será a resposta.
Um exemplo de não observação desse preceito básico aconteceu hoje no julgamento do casal Nardoni. Ao final das perguntas, Roberto Podval, experiente advogado da defesa, questionou a delegada Renata Pontes se ela já tinha visto algum caso de tamanha brutalidade entre pais e filhos.
Certamente, com base somente na pouca experiência da delegada, esperava uma resposta que ajudasse seus clientes ou seja, que nunca tinha visto nada igual.
Diferentemente do que esperava o experiente advogado, a delegada respondeu na bucha: "Eu já vi um padrasto matar o filho com a mãe assistindo. Depois o esquartejou e jogou num lixão", causando comoção na platéia e, certamente, nos jurados também.

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