Mês passado em Natal, RN, num comício, Dilma Rousseff afirmou, com todas as letras: “O presidente Lula me deixou um legado, que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro”.

Pretensiosa e prepotente.

Dispenso, e tenho medo, de uma mãe dessas.

Minha mãe jamais seria guerrilheira e nunca assistiria impassível, de dentro de um carro, ao assassinato covarde e sem sentido de um Tenente do exército brasileiro, cujo único crime foi estar no lugar errado, na hora errada, trabalhando na profissão que escolhera.

Minha mãe lutaria no campo das idéias, resistindo com criatividade e persistência, sem colocar em risco a vida de terceiros, aliás, como bem fez seu atual patrão e criador, no Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Que vergonha do Varti!
A empresa Furnas foi multada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 54 milhões de reais por causa do apagão de novembro do ano passado, que deixou o país no escuro.
Até agora, depois de quase meio ano, somente ela, Furnas, foi multada, ou seja, considerada culpada.
Como o governo afirmou o tempo todo que a causa do apagão tinha sido um raio, no caso um raio de TRÊS PONTAS, porque caiu ao mesmo tempo em três linhas distintas, concluí-se que Furnas tem alguma ligação com São Pedro ou o governo mentiu o tempo todo.
E o ONS que operava o sistema interligado acima dos limites de estabilidade, verdadeira causa do apagão, não vai levar sua multa?
A falha nas linhas de Furnas somente deu o pontapé inicial para o apagão. A causa foi a operação temerária do sistema para economizar as térmicas feita pelo ONS.





Existe um preceito básico que deve ser observado pelos advogados que atuam no tribunal do júri. Nunca faça uma pergunta para uma testemunha se não souber exatamente qual será a resposta.
Um exemplo de não observação desse preceito básico aconteceu hoje no julgamento do casal Nardoni. Ao final das perguntas, Roberto Podval, experiente advogado da defesa, questionou a delegada Renata Pontes se ela já tinha visto algum caso de tamanha brutalidade entre pais e filhos.
Certamente, com base somente na pouca experiência da delegada, esperava uma resposta que ajudasse seus clientes ou seja, que nunca tinha visto nada igual.
Diferentemente do que esperava o experiente advogado, a delegada respondeu na bucha: "Eu já vi um padrasto matar o filho com a mãe assistindo. Depois o esquartejou e jogou num lixão", causando comoção na platéia e, certamente, nos jurados também.

A Eletrobrás, que nos oito anos tucanos de FHC foi desmontada para facilitar a privatização de suas quatro grandes subsidiárias, FURNAS, CHESF, ELETROSUL e ELETRONORTE, herdada por Lula como uma massa amorfa e inútil, hoje tenta se reabilitar para tornar-se a PETROBRÁS do setor elétrico, conforme desejo do Presidente.





Em função de proposta equivocada, que sugere transformar a ELETROBRÁS numa empresa estatal travestida de privada, a reabilitação desta estatal será feita com o sacrifício de suas subsidiárias. Estarão criando um verdadeiro monstro, ineficaz e desnecessário. O interessante, talvez daí vem o equívoco, é que o atual Presidente da ELETROBRÁS é o mesmo da era tucana e pertence ao velho PMDB, que desde a redemocratização é governo, sem nunca ter elegido um Presidente da República.

A coisa tá tão feia que, até a nova marca da empresa “reabilitada” (acima), que as subsidiárias deverão usar, é desbotado, sem contornos claros e sem significado. Parece um bico de tucano deformado e aberto.

Cruzamento das ruas Deputado Lourenço de Andrade e Tenente Vasconcelos. Esquina movimentadíssima nas madrugadas das décadas de 40 e 50 por conta da concentração de trabalhadores das Usinas Açucareiras aguardando os caminhões que os levariam para a labuta diária nos canaviais.

O nome dado à esquina deriva do apelido familiar de Artur de Pádua Vasconcelos, comerciante de secos e molhados, cuja venda, que vendia de um tudo, de imagem de santo a rapadura, estava localizada num velho casarão num dos cantos da citada esquina.

Canto formado, se considerarmos as atuais mãos de direção, pelo lado direito da Deputado Lourenço de Andrade com o lado direito da Tenente Vasconcelos.

Seguindo a definição de passense e paraisense dada pelos Vascoli em sua charge de terça última na Folha da Manhã, comprei um carro com a placa de São Sebastião do Paraíso. Para ver se engano o danado do mosquito.

Por falar em Lula, vi um adesivo pregado no vidro traseiro de um carro que reflete uma tímida reação contra o rolo compressor implantado pelo Palácio do Planalto para eleger Dilma, custe o que custar. “Não votei no CARA e não vou votar na COROA”.

Quero ver se arranjo um pra mim, sem o primeiro NÃO da frase.